ROTEIRO VSL LONGA (30 a 35 min) · Peças Cíveis Perfeitas · Profª Vanna Cabral
Retargeting e recuperação · público que já viu a VSL curta e não comprou Venda direta no checkout, sem página intermediária Gravação em celular com ring light, mais compartilhamento de tela @claudinho · 2026-08-18 · Versão 2, passe de correção ciclo 2 (peças de demonstração construídas, não mais peças reais) · timecodes recalculados a 145 palavras/min
RAIO-X DA REFERÊNCIA
Foram dois os materiais de referência consultados.
core/data/gold-standards/copy/cpl-oferta-dia1-jornada-vpo.md, gold-standard de roteiro falado de oferta, no nicho de palestrasROTEIRO-VSL-CURTA-v2.md, deste mesmo projeto, que é a peça-mãe declarada no princípio estruturante (um miolo, n aberturas)
Princípios extraídos do gold-standard (5): 1. CTA imediato para quem já decidiu, antes do conteúdo, com convite para voltar 2. Objeção verbalizada em primeira pessoa do lead, com o nome da expert dentro 3. Ancoragem em camadas, com o desconto nominal em reais dito antes do preço final 4. Bônus como engenharia de objeção: cada item mata um medo nomeado 5. Fechamento por bifurcação de decisão, com dois caminhos explícitos
Não transportado do gold-standard: nenhuma frase, headline, nome de método, bordão, saudação, estrutura de módulos, visualização guiada, prova social, valor, promessa de faturamento ou léxico tribal. Nicho, oferta e voz são outros.
Relação com a VSL curta (peça-mãe do mesmo projeto): aqui a modelagem é deliberada e autorizada. Mecanismos, encaixes, trilha dos fatos, razão-por-quê do preço, frase de contorno e léxico são os MESMOS de propósito, porque a lei do projeto é dose diferente, e não peça diferente. O que foi reescrito do zero: abertura, segunda demonstração, garantia, ancoragem, bloco de objeções e fechamento.
Divergência nos 5 eixos, medida contra o gold-standard:
- Promessa e Big Idea, ser lido, derivada do briefing deste produto (diverge)
- Estrutura, duas demonstrações encadeadas com o bloco de objeções depois do preço (diverge)
- Léxico, vindo do COMUNICACAO.md da Vanna (diverge)
- Provas e exemplos, duas peças construídas por nós e abertas na tela, zero caso de aluno (diverge)
- CTA e fechamento, checkout direto com custo de inação próprio (diverge)
PERSONALIZAÇÃO (Lei 0.5)
- O que o projeto QUER: recuperar quem viu a curta e não comprou, vendendo a R$ 397 no checkout. Sensação-alvo: a suspeita virar diagnóstico com endereço, e o preço virar conta pequena. (Fonte: BRIEFING P3, rollout das duas gravações)
- O que NÃO quer: ângulo de guru, linguagem de coach, tom de currículo na autoridade, catastrofização, constrangimento por rastreamento. (Fonte: BRIEFING P4 "o que ele odeia" +
COMUNICACAO.md§5.3) - O que NÃO PODE falar: resultado processual, número de aluno, caso, print, métrica, "Método PEÇA", "doze peças" contra o livro, "devolutiva" e "espelho" sem contorno, escassez fabricada. (Fonte: BRIEFING P5, observações 1, 3, 4 e 5)
- O que DEVE falar: LEITURA DINÂMICA e O ESQUELETO com esses nomes, os oito encaixes na mesma ordem, a trilha dos fatos sem nome próprio, os dez fluxogramas, ancoragem 697 para 397 com razão-por-quê, garantia de 21 dias, os dois order bumps, frase de contorno sobre correção individual. (Fonte: BRIEFING P1 e P5 + oferta travada)
- Maneira de FALAR: "pensa comigo", "raciocina junto aqui", "olha só", "Vossa Excelência", "tá no código, eu não inventei", "dá uma lidinha, eu espero", "pronto", "simples assim", "não vamos enfeitar pavão", "aluno meu não bota nome em ação", "eu te ensino a pescar", "1.400.000 advogados", "Jorge" para o ChatGPT dela, vocativo afetivo raro e só na absolvição. (Fonte:
COMUNICACAO.md§1, §2, §3) - Maneira de ESCREVER: texto para ser FALADO, frase que ela diga sem tomar fôlego, imagem cotidiana por bloco, artigo do CPC toda vez que a afirmação for técnica, marcação de cena rosto e tela, timecode por bloco, versão teleprompter no fim. (Fonte: instrução da campanha +
COMUNICACAO.md§6.5)
COPY BRIEF:
- BIG IDEIA: você já concordou comigo uma vez e continuou escrevendo igual, e é isso que eu vou desmontar hoje, com duas peças abertas em vez de uma
- EMOÇÃO-ALVO: a inquietação de quem reconheceu o problema, não fez nada e vem convivendo com ele desde então
- DOR cutucada: a peça protocolada essa semana, com o mesmo defeito da anterior, escrita depois de ele já ter ouvido qual era o defeito
- DESEJO aceso: abrir a peça de amanhã com o esqueleto do lado e saber onde cada informação vai, sem a dúvida de sempre na hora de protocolar
- QUEBRA DE PADRÃO da abertura: ela reconhece o retorno de frente e devolve a pergunta que ninguém devolve: o que você fez depois de fechar aquele vídeo
- CUSTO DE NÃO AGIR: mais cinquenta peças no ano com o defeito que ele agora já sabe que existe, o que é pior do que não saber
- ÂNGULO ÚNICO: este é o roteiro de recuperação. A curta instala o mecanismo; esta prova o mecanismo duas vezes, abre as sete objeções uma a uma e trabalha garantia e ancoragem com a conta feita devagar
PREMISSAS QUE ASSUMI
- As duas peças da demonstração são construídas, fictícias, e estão em
pecas-demonstracao/PECA-01-PETICAO-INICIAL.mdepecas-demonstracao/PECA-02-CONTESTACAO.md. Foram desenhadas com os erros exatos que as descidas dos blocos 5 e 6 comentam, na ordem em que elas comentam, com o mérito e a defesa corretos. O mapa erro por erro, amarrado a cada fala, está no fim de cada arquivo - A contestação foi escolhida como segunda peça porque é a peça mais escrita depois da inicial e porque o livro digital traz a estrutura dela na página 27, com os mesmos oito encaixes. Ela responde à mesma inicial fictícia, no mesmo caso inventado, e o parágrafo 7 dos fatos da inicial (R$ 38.400,00 em três transferências datadas) foi construído para nunca ser impugnado na contestação. É esse par que sustenta o cruzamento aos 16:06 e a objeção 7
- O item 16 do stack ("Brinde", ainda não identificado) ficou fora do pitch. Falo "dezessete entregáveis" e nomeio os confirmados
- Exemplo didático dos fatos (acidente de trânsito) e os itens técnicos da contestação vieram do próprio livro digital, páginas 16, 23, 24, 26 e 27. Não sai de caso de aluno nem de depoimento
- O botão aparece aos 18 minutos, e não aos 13 como na curta, porque aqui a prova é dupla e a segunda demonstração é o que fecha a objeção 7
1 · FICHA TÉCNICA
| Campo | Valor |
|---|---|
| Extensão da fala | 4.712 palavras |
| Tempo de fala a 145 palavras/min (base dos timecodes) | 32 min 35 s, já incluídos os 5 s da pausa do bloco 7 |
| Pausas de scroll nas duas demonstrações | somam por cima da base, de 1 a 2 min |
| Duração final estimada | 33 a 34 min |
| Os timecodes são estimados | Calculados a 145 palavras/min, acumulando do zero, bloco a bloco. A Vanna é professora e pode falar mais devagar. O número real sai da primeira gravação, e é nela que a gente recalibra o indicador de ritmo do teleprompter e o segundo do botão |
| Faixa alvo | 30 a 35 min ✓ |
| Blocos | 14 |
| Segundo em que o botão de compra aparece | 18 min 21 s (início do bloco de oferta) |
| Retomadas do CTA | 25 min 30 s, 28 min 44 s e 32 min 25 s |
| Cenas de rosto | Abertura, blocos 2, 3, 4, 7, 8, 10, 11, 12, 14 |
| Cenas de tela compartilhada | Bloco 4 (parcial), blocos 5 e 6 (integral), blocos 9 e 13 |
| Razão-por-quê do preço | Preço de plataforma na Hotmart (697) contra preço de quem veio pelo vídeo (397). Verificável, sem urgência fabricada |
| Objeções do briefing abertas uma a uma | 7 de 7 |
| Travessões usados | 0 |
| Coloquialismo afetivo | 2 ocorrências, ambas em absolvição |
| Promessa de resultado processual | Nenhuma |
| Prova social | Nenhuma. A prova é a dupla demonstração |
2 · O ROTEIRO
BLOCO 1 · ABERTURA DE RETARGETING
- Timecode: 0:00 a 2:02 · Cena: rosto na câmera, corte seco no primeiro frame
- Objeção que fecha: "eu já vi isso"
Você já viu um vídeo meu falando disso. Viu, reconheceu a cena e não comprou.
Sem drama. Eu não vou fingir que a gente está se conhecendo agora, porque a gente não está.
Eu fiquei foi pensando no que aconteceu depois que você fechou aquele vídeo. Você voltou para o processo que estava aberto na outra aba, escreveu a peça daquele dia e protocolou, do mesmo jeito de sempre. E talvez tenha escrito mais três desde então.
Existem duas razões para alguém ver uma coisa que faz sentido e não fazer nada com ela.
A primeira é não ter acreditado de verdade. Você concordou com a cabeça e continuou achando, lá no fundo, que o juiz simplesmente não leu a sua peça.
A segunda é ter acreditado e achado que consertar isso é grande demais, ou caro demais, para o tamanho do seu mês.
Hoje eu fecho as duas portas.
Eu vou abrir duas peças aqui na tela, e não uma. Uma petição inicial e uma contestação, descidas linha por linha, mostrando onde cada informação está e onde ela precisava estar. Depois eu respondo, uma por uma, as sete coisas que o advogado me responde quando eu falo isso. Sete, incluindo aquela que você está pensando agora e não fala em voz alta.
Me dá esse tempo e você sai daqui sabendo pelo menos um defeito real da peça que você protocolou essa semana. Comprando ou não comprando.
E se você já tinha decidido da outra vez e só não clicou, fica tranquilo: o botão aparece aqui embaixo assim que eu terminar as duas peças. Você não precisa esperar o vídeo acabar.
Eu sou Vanna Cabral, professora concursada de Processo Civil há vinte e cinco anos. Senta aqui, que dessa vez a gente vai fundo.
BLOCO 2 · A DECISÃO QUE VOCÊ RELEU PROCURANDO
- Timecode: 2:02 a 3:34 · Cena: rosto na câmera
- Objeção que fecha: "isso não é comigo"
Deixa eu começar de onde você parou.
Você abriu o processo, foi direto no dispositivo e sentiu aquele frio, porque o ponto central da sua tese não apareceu em lugar nenhum da fundamentação. Voltou, releu procurando, e nada. O juízo enfrentou dois pontos periféricos e decidiu.
Isso não é impressão sua nem mimimi de advogado perdedor. Vai lá no artigo 489, parágrafo primeiro, inciso quarto do CPC: não se considera fundamentada a decisão que deixa de enfrentar os argumentos capazes de derrubar a conclusão do julgador. Tá no código. Eu não inventei.
A lei já te deu esse direito. O seu argumento tinha que ser enfrentado, e não foi.
Agora raciocina junto aqui comigo, porque é aqui que quase todo mundo erra o diagnóstico. Você concluiu que o juiz não leu, guardou a mágoa e na semana seguinte escreveu a próxima peça exatamente do mesmo jeito, porque foi assim que você aprendeu e porque desde que você saiu da faculdade ninguém mais sentou com uma peça sua na frente para dizer o que estava errado nela.
E o pior nem é aquele processo. É que o mesmo defeito estava na peça que você protocolou ontem, está na que você vai escrever depois de amanhã, e ninguém nunca vai te ligar para avisar qual é.
Faz quantos anos que isso acontece com você?
BLOCO 3 · LEITURA DINÂMICA
- Timecode: 3:34 a 6:14 · Cena: rosto na câmera. Aos 3:36, legenda em tela com o termo LEITURA DINÂMICA
- Objeção que fecha: "então eu escrevo mal"
O que acontece com a sua peça tem nome, e o nome é leitura dinâmica.
O julgador não lê a sua peça da primeira à última linha. Ele varre. Passa o olho catando o que precisa para conseguir despachar aquele processo, e com o que ele encontra pelo caminho ele monta a versão dele do seu caso. Depois decide com a versão que conseguiu montar, e não com a que você escreveu.
E antes de você ficar bravo com o Judiciário, pensa comigo um segundo.
Quando chega uma contestação de trinta páginas no seu e-mail às cinco da tarde de uma sexta, você lê da primeira à última linha, com calma, acompanhando o raciocínio do colega? Ou você desce direto atrás da preliminar, do que ele impugnou e principalmente do que ele deixou de impugnar?
Pronto. Você acabou de fazer com a peça do outro exatamente o que fazem com a sua, e fez isso porque tinha volume, tinha prazo e tinha uma decisão para tomar. É a mesma cadeira, do outro lado da mesa.
Então a culpa dessa história não é sua, fofura. Presta atenção no que eu vou falar agora, porque essa é a parte que eu quero que você leve mesmo que feche esse vídeo no minuto seguinte.
Você foi treinado para escrever para um professor corrigir. Um leitor que lê tudo, na ordem, com tempo, com boa vontade e com a obrigação de chegar até o fim da sua peça, porque ele ia te dar uma nota. Esse leitor não existe mais. Ele não senta naquele gabinete.
Você escreve certo para o leitor errado. O erro está no mapa que te deram.
E tem uma coisa que a versão curta desse vídeo não teve tempo de te contar, e é o que muda tudo daqui para a frente. A varredura tem trajeto, ela não é aleatória. O julgador procura as mesmas informações, quase sempre na mesma ordem, porque é isso que ele precisa para despachar aquele processo. Ele quer saber se pode julgar, quem está brigando com quem, o que aconteceu entre os dois, o que a pessoa está pedindo, com o que ela vai provar e quanto vale a briga.
Se o trajeto é previsível, dá para escrever em cima dele. É disso que eu vivo falando há vinte e cinco anos.
BLOCO 4 · O ESQUELETO
- Timecode: 6:14 a 8:54 · Cena: rosto na câmera até 7:09, depois tela compartilhada com a tabela do livro digital
- Objeção que fecha: "eu já sei escrever peça, sou advogado há anos"
Se o julgador varre, e varre por um caminho previsível, a pergunta muda de lugar. Ela deixa de ser "como eu escrevo melhor" e passa a ser "onde eu ponho cada informação para ela ser encontrada por quem está varrendo".
E aqui está a coisa que eu mais repito em vinte e cinco anos de sala de aula: toda peça cível tem o mesmo osso embaixo da carne. É isso que eu chamo de esqueleto.
Muda a carne da inicial para a contestação, da reconvenção para a apelação, do cumprimento de sentença para o agravo. Muda o rito, muda o prazo, muda o recurso. O osso é o mesmo, e são oito encaixes na mesma ordem:
- competência
- partes e tratamento
- hipóteses de cabimento
- fundamento legal
- fatos e fundamentos
- pedido
- provas
- valor da causa
[TELA COMPARTILHADA · abrir o livro digital na tabela "Estrutura básica da petição inicial pelo procedimento comum"]
Isso aqui não saiu da minha cabeça. Competência é artigo 46 a 53. Requisito da inicial é artigo 319. Prova documental indispensável é artigo 320. Valor da causa é artigo 292. Vai lá conferir, dá uma lidinha, eu espero.
Repara no segundo encaixe, que é partes e tratamento. Tratamento aí não tem nada de etiqueta. É a posição que você ocupa naquele processo. Eu escrevo "Vossa Excelência" e não escrevo "doutor juiz", porque respeito processual é uma coisa e pedir licença é outra bem diferente. Você é parte, tem prerrogativa e tem tese.
Agora vem a parte que quase ninguém percebe. Dentro de cada encaixe existe um conteúdo obrigatório, e quando esse conteúdo falta o julgador não acha, e o que ele não acha ele completa sozinho com o que imagina.
Pega o encaixe dos fatos, que é onde mais peça morre. Dentro dele têm que estar três coisas, nessa ordem: primeiro a relação que existia entre as partes antes do conflito, depois o fato que gerou a pretensão, e por último a conclusão lógica que amarra os dois. Autor e réu trafegando na mesma via. O réu abalroou a traseira do carro do autor. Logo, o autor tem que ser indenizado.
Parece óbvio quando eu falo assim, devagar. Só que a maioria das peças que passa pela minha mesa começa direto no abalroamento, sem contar quem eram aquelas duas pessoas uma para a outra antes da batida. O julgador varre, não encontra a relação jurídica, e monta ele mesmo a versão que faltou.
BLOCO 5 · DEMONSTRAÇÃO 1, A PETIÇÃO INICIAL
- Timecode: 8:54 a 13:19 · Cena: tela compartilhada integral, rosto em janela pequena no canto
- Este é o bloco de prova. Sem depoimento e sem caso, são as duas descidas que pagam a promessa
Chega de teoria, vamos abrir uma peça. E antes eu preciso te falar uma coisa: essa peça aqui fui eu que montei. Não é processo de ninguém e não é peça de aluno meu. Eu juntei numa peça só os erros que mais chegam na minha mesa em vinte e cinco anos corrigindo peça, e montei ela assim de propósito, para você ver cada um deles no lugar exato onde ele acontece. O mérito dessa causa está correto, e eu quero que você preste atenção só em onde a informação está.
[TELA · página 1, cursor no endereçamento]
Começa aqui em cima. O endereçamento está certo, e repara que não tem nome de ação inventado, não tem "ação de obrigação de fazer cumulada com" um parágrafo inteiro. Aluno meu não bota nome em ação. Nome de ação não está no artigo 319, e o julgador que está varrendo não precisa dele para nada.
[TELA · descer para a qualificação]
Qualificação das partes, completa, com os dados do inciso segundo. Passou. Até aqui essa peça é uma peça correta, e é importante você ver isso, porque o advogado que escreve assim não é desleixado.
[TELA · descer para "DOS FATOS", parar no primeiro parágrafo]
Agora olha o que acontece no primeiro parágrafo dos fatos. Ela abre pelo dia do conflito. Já entra na batida, na cobrança indevida, no descumprimento, seja lá qual for o seu caso. E quem eram essas duas pessoas uma para a outra antes disso acontecer?
Não está aqui. Está na página quatro, no meio de uma frase, dentro de um parágrafo que fala de outra coisa. Está na peça, e o julgador não vai varrer até lá para procurar.
[TELA · rolar rápido pelas páginas 4, 5 e 6, mostrando o volume]
E olha o tamanho dessa narrativa. Três páginas de fatos misturados com mérito, com citação de doutrina no meio do relato, com o "conforme restará amplamente demonstrado" aparecendo quatro vezes. Não vamos enfeitar pavão. Petição não é TCC.
[TELA · parar na página 6, no parágrafo da tese]
E aqui está a coisa mais triste dessa peça. A tese principal, aquela que ganha ou perde a causa, aparece uma vez só, no meio da página seis, num parágrafo que começa com uma citação de doutrina de quatro linhas. Quem está varrendo bate o olho, vê nome de autor e ano entre parênteses, e pula. O argumento mais forte do processo estava escondido atrás de uma citação que ninguém pediu.
[TELA · parar no pedido]
Chega no pedido, que é o objeto da peça, é o que o juízo vai deferir ou indeferir. Está escrito "requer a procedência da ação". Só isso, num bloco corrido, sem alínea nenhuma.
Procedência de quê, exatamente? Pensa comigo, que é simples. O julgador varreu a peça, montou uma versão incompleta do caso e chega no pedido. Ele vai deferir o quê? Ele vai deferir a versão que ele montou. E isso não é implicância minha. O artigo 322 manda o pedido ser certo, o 324 manda ele ser determinado, e o 319, inciso quarto, fala em pedido com as suas especificações. Especificação é alínea, é item, é o que faz o olho parar e ler um por um.
[TELA · descer para provas e valor da causa]
A parte de provas traz "protesta por todas as provas admitidas em direito", a frase que todo mundo escreve e que não diz nada. E o documento que era indispensável, aquele que o artigo 320 manda vir junto desde já, não veio.
Valor da causa no fim, sem critério nenhum do artigo 292. Numa ação indenizatória, o valor é o pretendido, está lá no inciso quinto. Escolheram um número redondo e seguiram a vida.
[TELA · voltar ao topo, mostrar a peça inteira em visão reduzida]
Agora repara numa coisa. Eu não mudei uma vírgula do mérito dessa causa. A tese continua sendo a mesma, o direito continua sendo o mesmo, e quem escreve uma peça assim sabe o que está fazendo. O que está errado é onde cada informação foi colocada.
A peça não precisa ficar mais bonita. Ela precisa entregar cada informação no ponto exato onde o olho já está procurando. Tamanho não resolve, citação não resolve, palavra difícil resolve menos ainda.
BLOCO 6 · DEMONSTRAÇÃO 2, A CONTESTAÇÃO
- Timecode: 13:19 a 17:22 · Cena: tela compartilhada integral, rosto em janela pequena no canto
- Objeção que fecha: "isso só vale para petição inicial"
Agora eu vou fazer uma coisa que a versão curta desse vídeo não fez, e é por isso que você está aqui.
Se o esqueleto fosse só a ordem da inicial, era truque de professor. Vamos abrir uma contestação, que é a segunda peça que você mais escreve na vida, e você vai ver o mesmo osso e a mesma doença.
Essa contestação eu montei também, respondendo à mesma inicial que você acabou de ver, com os erros que mais chegam na minha mesa nesse tipo de peça.
[TELA · abrir a contestação na página 1]
Primeira coisa, e essa é de graça: contestação não se interpõe e não se propõe. Contestação se apresenta. Quem escreve "interpõe contestação" está avisando ao juízo que não domina o vocabulário do próprio ato.
[TELA · endereçamento]
O endereçamento aqui é sempre o juízo por onde corre o processo, artigo 335. Está certo. A qualificação do réu está certa, e faz bem em qualificar mesmo, porque o autor pode ter qualificado errado.
[TELA · descer para o tópico dos fatos]
Agora olha os fatos. Primeira linha: "a absurda e temerária pretensão do autor". Segunda linha: "o autor, movido por má-fé". Terceira linha: mais adjetivo.
Nos fatos da contestação o réu é historiador. Ele conta o que aconteceu, sem juízo de valor, porque juízo de valor é mérito e mérito tem tópico próprio, lá embaixo. O máximo que eu faço aqui é tirar um pouquinho da força da inicial escrevendo "a alegada dívida", "o suposto crédito", e olhe lá. Essa peça gastou o encaixe dos fatos xingando o autor, e o julgador que varre passou por aqui procurando a história e não achou história nenhuma.
[TELA · descer para as preliminares]
Preliminares. Estão aqui, alegadas antes do mérito, do jeito que o artigo 337 manda, do inciso primeiro ao décimo terceiro. Só que uma preliminar bem escrita tem três partes, e essa aqui só tem duas.
- localizar no artigo 337 qual preliminar é aquela
- fundamentar por que ela se aplica ao caso concreto
- dizer a consequência, que é a extinção quando a preliminar é peremptória e a regularização quando ela é dilatória
A parte que falta é sempre a terceira. O advogado alega a ilegitimidade, explica bonito por que o réu não é parte, e para. Aí o julgador varre, entende que existe uma preliminar ali, não encontra o que ele deve fazer com ela, e a preliminar vira um parágrafo simpático no meio da defesa. Você tinha que ter escrito o que você quer: extinção sem resolução do mérito, artigo 485, inciso sexto.
[TELA · comparar lado a lado com o parágrafo 7 da inicial]
E agora o defeito que custa caro de verdade. Presta atenção aqui, que essa é a hora de anotar.
No parágrafo sete da inicial o autor afirmou um fato específico, com data e valor. Eu procurei essa afirmação na contestação inteira. Ela não está impugnada em lugar nenhum. Não foi negada, não foi explicada, não foi nem mencionada de passagem.
Isso tem nome, é o ônus da impugnação específica, e o preço está no artigo 341: o fato não impugnado se presume verdadeiro. Ou seja, essa contestação, tecnicamente bem escrita, com doutrina e tudo, entregou de bandeja o fato mais importante do processo. E entregou por distração de estrutura, não por falta de argumento.
[TELA · descer para o pedido]
No pedido, "requer a improcedência". Sem o acolhimento da preliminar, sem a sucumbência, sem a intimação do advogado no endereço que ele quer.
[TELA · voltar ao topo e mostrar as duas peças lado a lado]
Duas peças diferentes, duas fases diferentes do processo, e a mesma doença: informação certa colocada no lugar onde ninguém varre. Muda a carne, o osso é igual. Isso vale para as onze peças que estão no livro do curso, da inicial ao embargo de declaração.
BLOCO 7 · ENTÃO ISSO É SÓ ORGANIZAR A PEÇA
- Timecode: 17:22 a 18:16 · Cena: rosto na câmera, mais a pausa de 5 s que fecha o bloco
- Objeção que fecha: "o esqueleto é só organizar a peça" (a mais perigosa do briefing)
Eu sei exatamente o que uma parte de vocês está pensando agora, porque chega na minha caixinha toda semana. "Vanna, isso aí é só organizar a peça, botar título bonitinho e seguir a ordem."
Não é. Organizar é mexer na ordem dos títulos, e você acabou de ver duas peças organizadíssimas, com título em caixa alta, numeração e negrito, morrendo do mesmo jeito.
O que eu acabei de te mostrar não foi ordem de título. Foi conteúdo obrigatório faltando dentro do encaixe: a relação jurídica que não estava nos fatos, a consequência que não estava na preliminar, o fato que não foi impugnado, a especificação que não estava no pedido.
Isso decide o que o juízo vai deferir ou indeferir amanhã de manhã, e não tem nada a ver com formatação.
BLOCO 8 · O CONTORNO E O CURSO
- Timecode: 18:21 a 20:25 · Cena: rosto na câmera
- Contorno obrigatório antes de qualquer preço. Botão entra aos 18 min 21 s, no primeiro segundo deste bloco
Antes de eu te falar do curso, eu preciso ser muito clara sobre uma coisa, porque eu não vendo gato por lebre.
Eu não vou corrigir a sua peça. Isso aqui não é mentoria, não tem análise individual do seu processo, não tem ninguém aqui lendo o que você protocolou. O que tem são mais de quarenta aulas em que eu abro peça na tela e faço com elas exatamente o que eu acabei de fazer com essas duas, e é você que vai aplicar isso na sua. Eu te ensino a pescar, eu não te dou o peixe. Tem vinte e cinco anos que eu faço isso, e é assim que se constrói advogado bom.
[BOTÃO DE COMPRA APARECE NA TELA · aos 18 min · permanece visível até o fim do vídeo]
O curso se chama Peças Cíveis Perfeitas. São 43 aulas, quase nove horas, certificado de dezoito horas-aula.
Mais de vinte dessas aulas são análise de peça, que é o que você viu aqui em pequeno. A gente vai da petição inicial encaixe por encaixe, passa por contestação, reconvenção, réplica, alegações finais, liquidação, cumprimento de sentença, impugnação, apelação, agravo de instrumento e embargos de declaração.
E tem um bloco inteiro que quase nenhum curso de redação cobre, que é o das peças que aparecem pouco e travam você com prazo correndo.
- chamamento de feito à ordem
- retratação
- nulidade de citação por edital
- juntada de mídia digital
- incidente de desconsideração da personalidade jurídica
- agravo interno, com minuta e contraminuta
Me responde com honestidade, que aqui ninguém está te ouvindo. Você faz um chamamento de feito à ordem agora, sem pesquisar do zero, com prazo correndo? E uma nulidade de citação por edital? Essas peças aparecem uma vez a cada dois anos e chegam sempre no pior dia possível, e é nesse dia que o advogado descobre que nunca fez uma.
BLOCO 9 · O QUE VEM JUNTO
- Timecode: 20:25 a 22:00 · Cena: tela compartilhada com a área de membros, rosto em janela pequena
[TELA · módulo de bônus da área de membros, rolando os arquivos]
Fora as aulas, são dezessete entregáveis, e eu não vou ficar recitando lista para você. Olha na tela.
[TELA · card com os dez fluxogramas lado a lado, nomes legíveis, 6 segundos]
São dez fluxogramas, um para cada peça, mais o dos trâmites, que é o procedimento inteiro numa página só. Tem o livro digital de 56 páginas, artigo por artigo. Tem infográfico, mapa mental, roteiro de estudo e os modelos de peça em formato editável, para você abrir e escrever por cima.
Deixa eu abrir um aqui para você ver o que é.
[TELA · fluxograma da petição inicial em tela cheia, cursor percorrendo os campos]
Esse é o da inicial. Estão ali os oito encaixes na ordem, o que entra dentro de cada um e o artigo que manda em cada um deles. Você não precisa ter assistido aula nenhuma para usar isso amanhã de manhã.
[TELA · abrir o fluxograma da contestação ao lado]
E esse é o da contestação, que é a peça que a gente acabou de abrir. Repara bem. O mesmo desenho, os mesmos oito encaixes, e dentro deles o conteúdo que muda. Aqui, ó, no encaixe das preliminares está escrito o que eu te falei há cinco minutos, com o artigo 337 do lado. Se você tivesse esse papel aberto na semana passada, aquela preliminar teria saído com a consequência escrita.
É isso que eu quero dizer quando eu falo que o esqueleto é transversal. Você aprende o osso uma vez e usa nas onze peças do livro, e depois nas peças que ainda vão aparecer na sua vida.
BLOCO 10 · A CONTA, FEITA DEVAGAR
- Timecode: 22:00 a 23:54 · Cena: rosto na câmera, ritmo mais lento. Legenda com 697 riscado virando 397
- Objeção que fecha: "R$ 397 é caro para curso gravado"
O Peças Cíveis Perfeitas está na Hotmart por 697 reais. Quem chega na página do curso por fora e compra hoje paga esse valor, e vai continuar pagando. Você pode abrir outra aba e conferir agora, eu espero.
Você não chegou por fora. Você chegou por esse vídeo, sentou comigo esse tempo todo e viu duas peças serem abertas e dissecadas linha por linha aqui na tela. Por isso o seu preço é 397 reais. São trezentos reais abaixo do preço de plataforma.
Aqui não tem lote, não tem relógio correndo e não tem preço sumindo à meia-noite. É a condição de quem veio por esse vídeo, simples assim.
Agora faz a conta comigo, que é conta de advogado, e eu vou fazer devagar de propósito.
São 397 reais uma vez na vida, com acesso ao curso e a todo o material. Divide por doze meses e dá trinta e três reais por mês, que é menos do que você gasta de café no fórum em uma semana.
Agora faz a conta que interessa, que é a conta por peça. Se você escreve uma peça por semana, são cinquenta e duas peças por ano. Trezentos e noventa e sete dividido por cinquenta e duas dá sete reais e sessenta e três centavos por peça. No segundo ano cai pela metade, no terceiro cai de novo, e você vai continuar escrevendo peça pelo resto da sua carreira.
Sete reais e sessenta e três centavos para saber onde a informação vai dentro da peça que você está escrevendo agora. Pensa comigo. Quanto custou, em honorário e em retrabalho, aquele processo em que a sua tese não foi enfrentada?
BLOCO 11 · A GARANTIA, TRABALHADA
- Timecode: 23:54 a 25:37 · Cena: rosto na câmera, plano mais fechado
- Objeção que fecha: "e se eu comprar e não for isso?"
Agora o risco, que é meu e não é seu.
Você tem 21 dias de garantia. O artigo 49 do Código de Defesa do Consumidor me obriga a te dar sete. Eu te dou três vezes isso, e eu vou te explicar por que esse número é vinte e um, porque garantia jogada no fim do vídeo não vale nada.
Vinte e um dias é o tempo de você escrever três peças. É isso que eu quero que você faça, e eu vou até te dizer a ordem.
No primeiro dia, você entra, baixa o fluxograma da peça que está no seu prazo mais curto e escreve com ele aberto do lado. Só isso, sem assistir aula nenhuma.
Na primeira semana, você assiste a aula de análise daquela mesma peça e volta no que você escreveu no dia um. Você vai achar coisa. Todo mundo acha.
Até o dia vinte e um, você já escreveu mais duas peças com o esqueleto e já sabe se isso mudou alguma coisa no seu jeito de trabalhar.
Se não mudou, você pede o dinheiro de volta e eu devolvo inteiro, sem eu te perguntar por quê e sem ninguém te ligar para tentar te convencer do contrário. Você fica com o que aprendeu escrevendo aquelas três peças, que aí já é seu.
O botão está aí embaixo, ó. Vinte e um dias de risco meu, contra o resto da sua carreira escrevendo do jeito que você já viu que não chega.
BLOCO 12 · AS SETE COISAS QUE VOCÊ ESTÁ PENSANDO
- Timecode: 25:37 a 28:44 · Cena: rosto na câmera, corte de respiro entre cada objeção
- As sete objeções do briefing, uma a uma
Eu prometi as sete no começo do vídeo. Vamos a elas, na ordem em que elas chegam na minha caixinha.
"Vanna, eu já sei escrever peça, eu tenho oito anos de OAB." Eu sei que você sabe. Eu não estou discutindo a sua competência técnica em momento nenhum, e você reparou que nas duas peças que eu abri o mérito estava certo. Eu estou discutindo o destinatário. Você acertou o esforço e errou o leitor, e isso não tem nada a ver com tempo de estrada. Tem a ver com o mapa que te deram na faculdade.
"Isso é curso para estagiário." Estagiário faz nulidade de citação por edital? Estagiário escreve a consequência certa de uma preliminar peremptória? Estagiário monta contraminuta de agravo interno? Esse bloco existe no curso justamente porque essas peças não aparecem na faculdade nem no escritório. Elas aparecem no pior dia possível, com prazo correndo.
"Eu vou aprender na prática mesmo." Você está fazendo isso hoje, e faz anos que você está fazendo isso. Prática sem ninguém te apontando o erro não corrige o erro, ela repete o mesmo erro com mais firmeza e mais velocidade. Acorda, Alice. Decisão não vem com comentário na margem.
"397 é caro para um curso gravado." Caro comparado com o quê? Com a hora do seu trabalho, com o valor da causa que você perdeu, ou com aquele outro curso de 47 reais que era um PDF? Cliente que escolhe pelo preço leva sabor advogado, e você sabe muito bem o que isso quer dizer. São sete reais e sessenta e três por peça no primeiro ano, e depois disso sai de graça.
"Eu não tenho tempo de assistir quarenta e três aulas." Não precisa, e essa é a resposta mais honesta que eu tenho para te dar. Abre o fluxograma da peça que você tem que protocolar e escreve com ele do lado. A aplicação vem antes de você terminar o curso, e as aulas você assiste no ritmo que der, na fila do banco, no intervalo da audiência.
"Eu já comprei curso na internet e nunca assisti." Eu sei, meu amor, e a culpa não é toda sua, porque você comprou aula, e aula sozinha não entra na rotina de ninguém. Aqui a porta de entrada é um papel de uma página que resolve a peça de amanhã. Ferramenta você usa. E se mesmo assim não usar, você tem vinte e um dias para pedir o seu dinheiro de volta.
"O esqueleto é só organizar a peça." Essa eu já respondi com duas peças abertas na tela, e é a única das sete que eu não respondo de novo. Volta o vídeo em treze minutos e assiste aquela contestação outra vez.
BLOCO 13 · AS DUAS CAIXINHAS DO CHECKOUT
- Timecode: 28:44 a 30:13 · Cena: tela compartilhada com o checkout aberto
Na hora do pagamento vão aparecer duas caixinhas, e eu quero te explicar as duas antes que você marque no escuro.
A primeira é o Corretor de Peças PRO, por 67 reais. É a inteligência artificial que eu treinei para corrigir peça, e eu falei corrigir, não escrever. Você cola a sua peça lá e ele te devolve o que está fora do lugar na forma e na técnica. Aqui em casa o ChatGPT tem nome, ele se chama Jorge, e ele trabalha para mim, só que ele não advoga por mim. O meu corretor foi treinado para nunca inventar jurisprudência, súmula, artigo ou doutrina, que é o problema de quem terceiriza a peça para o robô. Isso resolve exatamente o medo de assistir o curso inteiro e continuar na dúvida sobre a sua peça.
A segunda é o Expansão CPC, por 47 reais por mês. E olha, isso não tem a ver com o CPC mudar, lei nova quase não pega no dia a dia. O que muda é o caso. É a jurisprudência que vira, é a tese nova que aparece, é a ferramenta de inteligência artificial que mudou de novo esse mês. É lá que a gente conversa sobre o caso que você nunca viu antes, e você cancela quando quiser.
BLOCO 14 · FECHAMENTO
- Timecode: 30:13 a 32:35 · Cena: rosto na câmera, plano fechado, sem inserção e sem corte nos últimos vinte segundos
- Custo de inação desenvolvido
Eu vou te devolver a pergunta do começo antes de você fechar esse vídeo.
Quando foi a última vez que alguém leu uma peça sua e te disse o que estava errado nela?
Se a resposta for a faculdade, presta atenção no que você está prestes a fazer. Você já viu isso duas vezes agora. Da primeira você fechou o vídeo e escreveu a peça seguinte do mesmo jeito, e tudo bem, porque naquele dia era só uma suspeita.
Hoje não é mais. Hoje você viu o fato sem impugnação passar aqui na tela, viu a preliminar sem consequência, viu a tese escondida atrás da citação de doutrina na página seis. Você não vai conseguir desver isso.
Então a partir daqui você tem dois caminhos, e os dois são uma escolha sua.
No primeiro, você fecha esse vídeo e amanhã escreve a peça de amanhã com o mesmo modelo salvo de sempre, agora com um agravante: você sabe que tem alguma coisa errada ali e continua sem saber o quê. Daqui a um ano a gente se encontra de novo, você com mais cinquenta peças protocoladas, nenhuma delas comentada por ninguém, e a mesma pergunta atravessada na garganta toda vez que sai uma decisão que não enfrenta a sua tese.
No segundo, você clica no botão aqui embaixo, garante o Peças Cíveis Perfeitas por 397 reais com 21 dias de garantia, e amanhã de manhã você abre o fluxograma da peça que está no seu prazo e escreve com o esqueleto do lado.
Somos um milhão e quatrocentos mil advogados nesse país. Na hora em que o cliente escolhe entre você e o do escritório da esquina, ele não tem como avaliar a técnica de nenhum dos dois, então ele escolhe pela conversa. Quem avalia a sua técnica é quem lê a sua peça, e a peça é o único lugar onde você aparece inteiro, sozinho, sem intermediário e sem ninguém para te apresentar. Se ela não é lida, você não existe naquele processo.
Vai lá no botão. Te vejo na aula um.
3 · NOTA DE PRODUÇÃO PARA O @milagroso
Tela compartilhada (obrigatório):
- Bloco 4, a partir de 7:09: livro digital aberto na tabela "Estrutura básica da petição inicial pelo procedimento comum". Zoom progressivo nos oito encaixes conforme ela nomeia
- Bloco 5, integral (8:54 a 13:19): a petição inicial construída, diagramada a partir de pecas-demonstracao/PECA-01-PETICAO-INICIAL.md, em A4, fonte serifada, com as quebras de página respeitadas (a relação jurídica cai na página 4 e a tese na página 6, e a fala cita esses números). Rodapé discreto documento didático, peça fictícia em todas as páginas. Zero tarja e zero borrão: não existe dado real a proteger. Cursor visível, scroll lento e manual
- Bloco 6, integral (13:19 a 17:22): a contestação construída, diagramada a partir de pecas-demonstracao/PECA-02-CONTESTACAO.md, mesma fonte e mesma mancha da inicial, para as duas parecerem do mesmo processo. Aos 16:06, split de tela com o parágrafo 7 da inicial de um lado e a contestação do outro, para o espectador ver com o próprio olho que o fato não foi impugnado. Esse split é o frame mais importante do vídeo inteiro
- Bloco 9, 20:25 a 20:32: módulo de bônus da área de membros, rolando os arquivos
- Bloco 9, 20:32 a 20:38: card com os dez fluxogramas lado a lado, nomes legíveis, 6 segundos parados. Os nomes são petição inicial, contestação, réplica, alegações finais, liquidação de sentença, cumprimento de sentença, impugnação ao cumprimento, agravo de instrumento, apelação e agravo interno
- Bloco 9, 20:58 a 21:50: fluxograma da inicial em tela cheia e, em seguida, o da contestação ao lado dele. Os dois juntos na tela são a prova visual de que o osso é o mesmo
- Bloco 13, 28:44: tela do checkout com as duas caixinhas de order bump destacadas
Rosto na câmera: abertura integral, blocos 2, 3, 4 (até 7:09), 7, 8, 10, 11, 12 e 14 integrais. Nos blocos 5 e 6 o rosto fica em janela pequena no canto inferior direito.
Legendas: - Legenda queimada do início ao fim - Destaque em tela (card de texto, nunca emoji e nunca ícone) em cinco momentos: LEITURA DINÂMICA aos 3:36 · O ESQUELETO aos 6:45 · os oito encaixes em lista aos 7:00 · ÔNUS DA IMPUGNAÇÃO ESPECÍFICA aos 16:53 · 697 riscado virando 397 aos 22:34 - Todo artigo citado entra como legenda de apoio no canto: artigo 489 §1º IV · artigos 46 a 53 · artigo 319 · artigo 320 · artigo 322 · artigo 324 · artigo 292 · artigo 335 · artigo 337 · artigo 341 · artigo 485 VI · artigo 49 do CDC
Primeiro minuto: - Zero segundo de rampa. A primeira palavra falada é a primeira palavra do frame 1 - A abertura reconhece o retorno sem citar rastreamento, pixel, remarketing ou qualquer palavra que assuste. Se na gravação a Vanna improvisar algo do tipo "o sistema me avisou que você viu", cortar na edição - Se a curva mostrar queda concentrada entre os segundos 34 e 60, o problema é o parágrafo das duas razões. Nesse caso, cortar a segunda razão e emendar direto em "hoje eu fecho as duas portas"
Cortes: - Corte de respiro a cada 8 a 12 segundos nos blocos de rosto - Nenhum corte durante as descidas dos blocos 5 e 6: a continuidade é o que faz a demonstração parecer real - No bloco 12, um corte de respiro entre cada uma das sete objeções, com micro-reset de enquadramento. Sete falas seguidas sem corte viram parede - Bloco 14 sem corte nenhum nos últimos vinte segundos
Botão: aparece por gatilho de tempo aos 18 min 21 s, que é o primeiro segundo do bloco de oferta, e permanece visível até o fim. Nunca aparece no load da página. Retomadas verbais em 25 min 30 s, 28 min 44 s e 32 min 25 s.
Áudio: sem trilha nos blocos 1, 2, 3, 11 e 14. Trilha baixa e neutra permitida nos blocos 4, 9 e 10. Blocos 5 e 6 sem trilha nenhuma.
Página: a mesma de vsl-vanna.pages.dev, com ctaDelaySeconds: 1101, que são os 18 min 21 s, no lugar dos 628 da curta. Headline, subheadline, microcopy e texto de botão continuam os da curta, com uma linha a mais acima do player para congruência de retargeting: "Da última vez eu abri uma peça. Dessa vez são duas."
4 · O QUE MUDOU DA CURTA PARA A LONGA
| # | O que | Como está aqui |
|---|---|---|
| 1 | Abertura | Reescrita do zero. Reconhece o retorno de frente, devolve a pergunta do que ele fez depois de fechar o vídeo, nomeia as duas razões de não ter comprado e promete duas peças mais as sete objeções |
| 2 | CTA para quem já decidiu | Novo. Ela avisa na abertura que o botão aparece assim que as duas peças terminarem, para o lead quente não precisar esperar 33 minutos |
| 3 | Demonstração | Dobrada. A inicial ganhou dois defeitos novos (a tese escondida atrás da citação de doutrina e o pedido sem alínea contra o 319 IV), e entrou uma contestação inteira, com o ônus da impugnação específica como clímax |
| 4 | Objeção 7 | Ganhou bloco próprio (bloco 7), respondido depois das duas peças, que é a única posição em que ele funciona |
| 5 | Garantia | Deixou de ser anúncio e virou método. Os 21 dias viram um roteiro de três peças, com ordem do que fazer no dia um, na primeira semana e até o dia vinte e um |
| 6 | Ancoragem | A conta ficou lenta e em duas camadas, uma por mês (33 reais) e outra por peça (7,63 no primeiro ano, caindo pela metade no segundo) |
| 7 | Objeções | As sete do briefing abertas uma a uma, na voz do lead, com corte de respiro entre elas |
| 8 | Fechamento | Custo de inação desenvolvido em cima do fato novo: ele agora sabe que existe defeito e continua sem saber qual é, o que pesa mais do que a ignorância do vídeo anterior |
| 9 | Order bumps | O Corretor ganhou o "Jorge", que é verbatim da Vanna sobre IA, e o Expansão ganhou o "cancela quando quiser" |
| 10 | Botão | Entra no início do bloco de oferta, que na longa cai aos 18 min 21 s, porque aqui a prova é dupla e a segunda peça é o que fecha a objeção mais perigosa |
Preservado intacto, e é intencional: os nomes e as definições de LEITURA DINÂMICA e O ESQUELETO, os oito encaixes na mesma ordem, a trilha dos fatos sem nome próprio, a razão-por-quê do preço, a frase de contorno sobre correção individual, o bordão de pescar e peixe, o exemplo do abalroamento, a anti-urgência explícita e o fecho do 1.400.000.
5 · JUSTIFICATIVA DAS DECISÕES
1. A abertura fala do retorno sem falar de rastreamento. "Você já viu um vídeo meu falando disso" é uma constatação que o próprio espectador confirma sozinho. Nada de pixel, nada de "eu percebi que você não comprou", nada de sistema. O que gera desconforto em retargeting é a sensação de vigilância, e não o reencontro. E a pergunta que abre de verdade a peça é a segunda: o que você fez depois que fechou aquele vídeo. Ela devolve ao lead a responsabilidade sem acusá-lo.
2. A contestação foi escolhida como segunda peça porque ela é a prova da objeção 7. Enquanto existir uma peça só na tela, "isso é só organizar a inicial" continua de pé. Com a inicial e a contestação abertas, o espectador vê o mesmo desenho servindo em duas fases opostas do processo. É por isso que o bloco 7 vem depois das duas descidas, e nunca antes.
3. O ônus da impugnação específica é o clímax técnico do vídeo. Dos defeitos disponíveis, é o único cujo preço processual está escrito em um artigo, é imediato e não depende de convencer o juízo de nada: o artigo 341 presume verdadeiro o fato não impugnado. Ele prova a tese central (informação no lugar errado custa caro) sem que a copy precise prometer resultado nenhum.
4. A garantia virou um roteiro de 21 dias. Garantia anunciada é linha de segurança; garantia com plano de uso é argumento de venda, porque ela mostra o produto sendo usado antes da compra. O roteiro de três peças ainda ataca de lado a objeção 6 ("já comprei e nunca assisti"), porque descreve uma rotina que começa no dia um sem depender de assistir aula.
5. A conta feita devagar existe porque o lead de retargeting já ouviu o preço uma vez. Ele não precisa saber quanto custa, ele precisa de uma unidade de comparação que faça 397 parecer pequeno sem que a peça minta. Divisão por mês e por peça são as duas contas que o próprio avatar faz de cabeça, e as duas são verificáveis com uma calculadora.
6. Sete objeções, sete respostas de tamanhos diferentes. A objeção 1 é a mais longa porque é a que trava o público mais experiente. A 7 é a mais curta de todas, de propósito: responder de novo o que acabou de ser demonstrado enfraquece a demonstração. Mandar o lead voltar o vídeo em treze minutos pesa mais do que qualquer argumento novo.
7. Coloquialismo afetivo: duas ocorrências, ambas em absolvição. "Fofura" aparece uma vez, no bloco 3, na frase que tira a culpa do advogado. "Meu amor" aparece uma vez, no bloco 12, na objeção de quem comprou curso e nunca assistiu, que é o outro momento de absolvição do roteiro. Nenhum bloco abre com vocativo afetivo.
8. Nenhuma promessa de resultado processual, em 33 minutos. O teto da promessa continua sendo clareza, estrutura e técnica. A palavra "ganhar" não aparece ligada a causa em lugar nenhum. O custo de inação foi construído sobre repetição de defeito e ausência de retorno técnico, que são fatos da rotina dele, e nunca sobre derrota judicial, que seria invenção.
9. Zero escassez. Funil perpétuo com contador é checável na segunda impressão do anúncio, e o público é advogado. A anti-urgência explícita ("aqui não tem lote, não tem relógio correndo") foi mantida da curta porque em nicho jurídico ela funciona como prova de honestidade.
10. Onze peças, nunca doze. "Onze" aparece duas vezes, sempre referida às peças do livro digital. A grade do curso é citada por nome de peça, em lista, sem contagem.
6 · O QUE MUDOU DO V1 PARA O V2
| # | Onde | Mudança |
|---|---|---|
| 1 | Bloco 5, abertura | Sai "vamos abrir uma peça de verdade, eu tarjei os dados das partes". Entra a curadoria declarada: ela montou a peça juntando os erros que mais chegam na mesa dela |
| 2 | Bloco 6, abertura | Ganhou a mesma declaração para a contestação, que responde à mesma inicial fictícia |
| 3 | Bloco 5, meio e fecho | "quem escreveu não é desleixado" e "o advogado que escreveu isso" viraram formulações genéricas, que não apontam para autor nenhum |
| 4 | Bloco 10, ancoragem | "viu duas peças de verdade serem abertas" virou "viu duas peças serem abertas e dissecadas linha por linha" |
| 5 | Premissas | As peças deixaram de ser do acervo e passaram a ser construídas, com os dois arquivos apontados e o parágrafo 7 explicado |
| 6 | Nota de produção | Some a instrução de tarja em preto nas duas peças. Entra a diagramação das peças construídas, com as quebras de página que a fala cita |
| 7 | Versão teleprompter | As duas direções de cena que mandavam tarjar foram reescritas, e as falas novas entraram com o negrito de apoio |
Não foi tocado nada além disso. Mecanismos, oferta, preço, garantia, ordem dos blocos, timecodes e léxico dela ficaram como estavam.
VERSÃO TELEPROMPTER
Bloco pronto para colar no teleprompter da Vanna. Linha iniciada por
>é direção e não é lida em voz alta. O que está em negrito sai em amarelo na tela dela.
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titulo: VSL Peças Cíveis Perfeitas · versão longa
duracao_alvo: 32:35
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## [00:00] ROSTO · Abertura de retargeting
Você já viu um vídeo meu falando disso. **Viu, reconheceu a cena e não comprou.**
Sem drama. Eu não vou fingir que a gente está se conhecendo agora, porque a gente não está.
Eu fiquei foi pensando no que aconteceu depois que você fechou aquele vídeo. Você voltou para o processo que estava aberto na outra aba, escreveu a peça daquele dia e protocolou, **do mesmo jeito de sempre**. E talvez tenha escrito mais três desde então.
> corte de respiro aqui, muda o enquadramento
Existem duas razões para alguém ver uma coisa que faz sentido e não fazer nada com ela.
A primeira é **não ter acreditado de verdade**. Você concordou com a cabeça e continuou achando, lá no fundo, que o juiz simplesmente não leu a sua peça.
A segunda é ter acreditado e achado que consertar isso é grande demais, ou caro demais, para o tamanho do seu mês.
**Hoje eu fecho as duas portas.**
Eu vou abrir **duas peças** aqui na tela, e não uma. Uma petição inicial e uma contestação, descidas linha por linha, mostrando onde cada informação está e onde ela precisava estar. Depois eu respondo, uma por uma, **as sete coisas** que o advogado me responde quando eu falo isso. Sete, incluindo aquela que você está pensando agora e não fala em voz alta.
Me dá esse tempo e você sai daqui sabendo pelo menos um defeito real da peça que você protocolou essa semana. **Comprando ou não comprando.**
E se você já tinha decidido da outra vez e só não clicou, fica tranquilo: o botão aparece aqui embaixo assim que eu terminar as duas peças. Você não precisa esperar o vídeo acabar.
Eu sou Vanna Cabral, professora concursada de Processo Civil há vinte e cinco anos. Senta aqui, que dessa vez **a gente vai fundo**.
## [02:02] ROSTO · A decisão que você releu procurando
Deixa eu começar de onde você parou.
Você abriu o processo, foi direto no dispositivo e sentiu aquele frio, porque **o ponto central da sua tese não apareceu em lugar nenhum** da fundamentação. Voltou, releu procurando, e nada. O juízo enfrentou dois pontos periféricos e decidiu.
Isso não é impressão sua nem mimimi de advogado perdedor. Vai lá no **artigo 489, parágrafo primeiro, inciso quarto** do CPC: não se considera fundamentada a decisão que deixa de enfrentar os argumentos capazes de derrubar a conclusão do julgador. **Tá no código. Eu não inventei.**
> legenda de apoio no canto: art. 489, §1º, IV
A lei já te deu esse direito. O seu argumento tinha que ser enfrentado, e não foi.
Agora **raciocina junto aqui comigo**, porque é aqui que quase todo mundo erra o diagnóstico. Você concluiu que o juiz não leu, guardou a mágoa e na semana seguinte escreveu a próxima peça exatamente do mesmo jeito, porque foi assim que você aprendeu e porque desde que você saiu da faculdade ninguém mais sentou com uma peça sua na frente para dizer o que estava errado nela.
E o pior nem é aquele processo. É que **o mesmo defeito estava na peça que você protocolou ontem**, está na que você vai escrever depois de amanhã, e ninguém nunca vai te ligar para avisar qual é.
**Faz quantos anos que isso acontece com você?**
## [03:34] ROSTO · Leitura dinâmica
O que acontece com a sua peça tem nome, e o nome é **leitura dinâmica**.
> card na tela: LEITURA DINÂMICA
O julgador não lê a sua peça da primeira à última linha. **Ele varre.** Passa o olho catando o que precisa para conseguir despachar aquele processo, e com o que ele encontra pelo caminho ele monta a versão dele do seu caso. Depois decide com a versão que conseguiu montar, e não com a que você escreveu.
E antes de você ficar bravo com o Judiciário, **pensa comigo** um segundo.
Quando chega uma contestação de trinta páginas no seu e-mail às cinco da tarde de uma sexta, você lê da primeira à última linha, com calma, acompanhando o raciocínio do colega? Ou você desce direto atrás da preliminar, do que ele impugnou e principalmente **do que ele deixou de impugnar**?
**Pronto.** Você acabou de fazer com a peça do outro exatamente o que fazem com a sua, e fez isso porque tinha volume, tinha prazo e tinha uma decisão para tomar. É a mesma cadeira, do outro lado da mesa.
Então **a culpa dessa história não é sua, fofura**. Presta atenção no que eu vou falar agora, porque essa é a parte que eu quero que você leve mesmo que feche esse vídeo no minuto seguinte.
Você foi treinado para escrever **para um professor corrigir**. Um leitor que lê tudo, na ordem, com tempo, com boa vontade e com a obrigação de chegar até o fim da sua peça, porque ele ia te dar uma nota. Esse leitor não existe mais. Ele não senta naquele gabinete.
**Você escreve certo para o leitor errado.** O erro está no mapa que te deram.
E tem uma coisa que a versão curta desse vídeo não teve tempo de te contar, e é o que muda tudo daqui para a frente. **A varredura tem trajeto**, ela não é aleatória. O julgador procura as mesmas informações, quase sempre na mesma ordem, porque é isso que ele precisa para despachar aquele processo. Ele quer saber se pode julgar, quem está brigando com quem, o que aconteceu entre os dois, o que a pessoa está pedindo, com o que ela vai provar e quanto vale a briga.
Se o trajeto é previsível, **dá para escrever em cima dele**. É disso que eu vivo falando há vinte e cinco anos.
## [06:14] ROSTO · O esqueleto
Se o julgador varre, e varre por um caminho previsível, a pergunta muda de lugar. Ela deixa de ser "como eu escrevo melhor" e passa a ser **"onde eu ponho cada informação para ela ser encontrada por quem está varrendo"**.
E aqui está a coisa que eu mais repito em vinte e cinco anos de sala de aula: **toda peça cível tem o mesmo osso embaixo da carne**. É isso que eu chamo de esqueleto.
> card na tela: O ESQUELETO
Muda a carne da inicial para a contestação, da reconvenção para a apelação, do cumprimento de sentença para o agravo. Muda o rito, muda o prazo, muda o recurso. **O osso é o mesmo**, e são oito encaixes na mesma ordem: competência; partes e tratamento; hipóteses de cabimento; fundamento legal; fatos e fundamentos; pedido; provas; valor da causa.
## [07:09] TELA · A tabela dos oito encaixes
> abrir o livro digital na tabela "Estrutura básica da petição inicial pelo procedimento comum", zoom progressivo em cada encaixe conforme ela nomeia
Isso aqui não saiu da minha cabeça. Competência é artigo 46 a 53. Requisito da inicial é artigo 319. Prova documental indispensável é artigo 320. Valor da causa é artigo 292. **Vai lá conferir, dá uma lidinha, eu espero.**
Repara no segundo encaixe, que é partes e tratamento. Tratamento aí não tem nada de etiqueta. É **a posição que você ocupa naquele processo**. Eu escrevo "Vossa Excelência" e não escrevo "doutor juiz", porque respeito processual é uma coisa e pedir licença é outra bem diferente. Você é parte, tem prerrogativa e tem tese.
Agora vem a parte que quase ninguém percebe. Dentro de cada encaixe existe um **conteúdo obrigatório**, e quando esse conteúdo falta o julgador não acha, e o que ele não acha **ele completa sozinho com o que imagina**.
Pega o encaixe dos fatos, que é onde mais peça morre. Dentro dele têm que estar três coisas, nessa ordem: primeiro **a relação** que existia entre as partes antes do conflito, depois **o fato** que gerou a pretensão, e por último **a conclusão** lógica que amarra os dois. Autor e réu trafegando na mesma via. O réu abalroou a traseira do carro do autor. Logo, o autor tem que ser indenizado.
Parece óbvio quando eu falo assim, devagar. Só que a maioria das peças que passa pela minha mesa **começa direto no abalroamento**, sem contar quem eram aquelas duas pessoas uma para a outra antes da batida. O julgador varre, não encontra a relação jurídica, e monta ele mesmo a versão que faltou.
## [08:54] TELA · Demonstração 1, a petição inicial
> peça de demonstração construída, diagramada a partir de pecas-demonstracao/PECA-01-PETICAO-INICIAL.md, sem tarja e sem borrão, rosto em janela pequena no canto, sem trilha, sem corte
Chega de teoria, vamos abrir uma peça. E antes eu preciso te falar uma coisa: **essa peça aqui fui eu que montei**. Não é processo de ninguém e não é peça de aluno meu. Eu juntei numa peça só os erros que mais chegam na minha mesa em vinte e cinco anos corrigindo peça, e montei ela assim de propósito, para você ver cada um deles no lugar exato onde ele acontece. O mérito dessa causa está correto, e eu quero que você preste atenção só em **onde a informação está**.
> cursor no endereçamento, página 1
Começa aqui em cima. O endereçamento está certo, e repara que não tem nome de ação inventado, não tem "ação de obrigação de fazer cumulada com" um parágrafo inteiro. **Aluno meu não bota nome em ação.** Nome de ação não está no artigo 319, e o julgador que está varrendo não precisa dele para nada.
> descer para a qualificação
Qualificação das partes, completa, com os dados do inciso segundo. Passou. **Até aqui essa peça é uma peça correta**, e é importante você ver isso, porque o advogado que escreve assim não é desleixado.
> descer para DOS FATOS e parar no primeiro parágrafo
Agora olha o que acontece no primeiro parágrafo dos fatos. Ela **abre pelo dia do conflito**. Já entra na batida, na cobrança indevida, no descumprimento, seja lá qual for o seu caso. E quem eram essas duas pessoas uma para a outra antes disso acontecer?
Não está aqui. Está na página quatro, no meio de uma frase, dentro de um parágrafo que fala de outra coisa. **Está na peça, e o julgador não vai varrer até lá para procurar.**
> rolar rápido pelas páginas 4, 5 e 6, mostrando o volume
E olha o tamanho dessa narrativa. Três páginas de fatos misturados com mérito, com citação de doutrina no meio do relato, com o "conforme restará amplamente demonstrado" aparecendo quatro vezes. **Não vamos enfeitar pavão. Petição não é TCC.**
> parar na página 6, no parágrafo da tese
E aqui está a coisa mais triste dessa peça. **A tese principal**, aquela que ganha ou perde a causa, aparece uma vez só, no meio da página seis, num parágrafo que começa com uma citação de doutrina de quatro linhas. Quem está varrendo bate o olho, vê nome de autor e ano entre parênteses, e pula. O argumento mais forte do processo estava **escondido atrás de uma citação que ninguém pediu**.
> parar no pedido
Chega no pedido, que é o objeto da peça, é o que o juízo vai deferir ou indeferir. Está escrito "requer a procedência da ação". Só isso, num bloco corrido, sem alínea nenhuma.
**Procedência de quê, exatamente?** Pensa comigo, que é simples. O julgador varreu a peça, montou uma versão incompleta do caso e chega no pedido. Ele vai deferir o quê? **Ele vai deferir a versão que ele montou.** E isso não é implicância minha. O artigo 322 manda o pedido ser certo, o 324 manda ele ser determinado, e o 319, inciso quarto, fala em pedido com as suas especificações. Especificação é alínea, é item, é o que faz o olho parar e ler um por um.
> descer para provas e valor da causa
A parte de provas traz "protesta por todas as provas admitidas em direito", a frase que todo mundo escreve e que não diz nada. E o documento que era indispensável, aquele que **o artigo 320 manda vir junto desde já**, não veio.
Valor da causa no fim, sem critério nenhum do artigo 292. Numa ação indenizatória, o valor é o pretendido, está lá no inciso quinto. Escolheram um número redondo e seguiram a vida.
> voltar ao topo e mostrar a peça inteira em visão reduzida
Agora repara numa coisa. **Eu não mudei uma vírgula do mérito dessa causa.** A tese continua sendo a mesma, o direito continua sendo o mesmo, e quem escreve uma peça assim sabe o que está fazendo. O que está errado é **onde cada informação foi colocada**.
A peça não precisa ficar mais bonita. Ela precisa entregar cada informação no ponto exato onde o olho já está procurando. Tamanho não resolve, citação não resolve, palavra difícil resolve menos ainda.
## [13:19] TELA · Demonstração 2, a contestação
> contestação de demonstração construída, a partir de pecas-demonstracao/PECA-02-CONTESTACAO.md, mesma diagramação da inicial, sem trilha, sem corte
Agora eu vou fazer uma coisa que a versão curta desse vídeo não fez, e é por isso que você está aqui.
Se o esqueleto fosse só a ordem da inicial, era truque de professor. Vamos abrir **uma contestação**, que é a segunda peça que você mais escreve na vida, e você vai ver o mesmo osso e a mesma doença.
**Essa contestação eu montei também**, respondendo à mesma inicial que você acabou de ver, com os erros que mais chegam na minha mesa nesse tipo de peça.
> página 1 da contestação
Primeira coisa, e essa é de graça: **contestação não se interpõe e não se propõe. Contestação se apresenta.** Quem escreve "interpõe contestação" está avisando ao juízo que não domina o vocabulário do próprio ato.
> endereçamento
O endereçamento aqui é sempre o juízo por onde corre o processo, artigo 335. Está certo. A qualificação do réu está certa, e faz bem em qualificar mesmo, porque o autor pode ter qualificado errado.
> descer para o tópico dos fatos
Agora olha os fatos. Primeira linha: "a absurda e temerária pretensão do autor". Segunda linha: "o autor, movido por má-fé". Terceira linha: mais adjetivo.
Nos fatos da contestação **o réu é historiador**. Ele conta o que aconteceu, sem juízo de valor, porque juízo de valor é mérito e mérito tem tópico próprio, lá embaixo. O máximo que eu faço aqui é tirar um pouquinho da força da inicial escrevendo "a alegada dívida", "o suposto crédito", e olhe lá. Essa peça **gastou o encaixe dos fatos xingando o autor**, e o julgador que varre passou por aqui procurando a história e não achou história nenhuma.
> descer para as preliminares
Preliminares. Estão aqui, alegadas antes do mérito, do jeito que o artigo 337 manda, do inciso primeiro ao décimo terceiro. Só que **uma preliminar bem escrita tem três partes**, e essa aqui só tem duas: localizar no artigo 337 qual preliminar é aquela; fundamentar por que ela se aplica ao caso concreto; e dizer a consequência, que é a extinção quando a preliminar é peremptória e a regularização quando ela é dilatória.
**A parte que falta é sempre a terceira.** O advogado alega a ilegitimidade, explica bonito por que o réu não é parte, e para. Aí o julgador varre, entende que existe uma preliminar ali, não encontra o que ele deve fazer com ela, e a preliminar vira um parágrafo simpático no meio da defesa. Você tinha que ter escrito o que você quer: **extinção sem resolução do mérito, artigo 485, inciso sexto**.
> split de tela: parágrafo 7 da inicial de um lado, contestação do outro. Esse é o frame mais importante do vídeo
E agora o defeito que custa caro de verdade. Presta atenção aqui, que essa é a hora de anotar.
No parágrafo sete da inicial o autor afirmou um fato específico, com data e valor. Eu procurei essa afirmação na contestação inteira. **Ela não está impugnada em lugar nenhum.** Não foi negada, não foi explicada, não foi nem mencionada de passagem.
Isso tem nome, é o **ônus da impugnação específica**, e o preço está no **artigo 341: o fato não impugnado se presume verdadeiro**. Ou seja, essa contestação, tecnicamente bem escrita, com doutrina e tudo, entregou de bandeja o fato mais importante do processo. E entregou **por distração de estrutura**, não por falta de argumento.
> card na tela: ÔNUS DA IMPUGNAÇÃO ESPECÍFICA, art. 341
> descer para o pedido
No pedido, "requer a improcedência". Sem o acolhimento da preliminar, sem a sucumbência, sem a intimação do advogado no endereço que ele quer.
> voltar ao topo e mostrar as duas peças lado a lado
Duas peças diferentes, duas fases diferentes do processo, e a mesma doença: **informação certa colocada no lugar onde ninguém varre**. Muda a carne, o osso é igual. Isso vale para as onze peças que estão no livro do curso, da inicial ao embargo de declaração.
## [17:22] ROSTO · Então isso é só organizar a peça
Eu sei exatamente o que uma parte de vocês está pensando agora, porque chega na minha caixinha toda semana. "Vanna, isso aí é só organizar a peça, botar título bonitinho e seguir a ordem."
**Não é.** Organizar é mexer na ordem dos títulos, e você acabou de ver duas peças organizadíssimas, com título em caixa alta, numeração e negrito, morrendo do mesmo jeito.
O que eu acabei de te mostrar não foi ordem de título. Foi **conteúdo obrigatório faltando dentro do encaixe**: a relação jurídica que não estava nos fatos, a consequência que não estava na preliminar, o fato que não foi impugnado, a especificação que não estava no pedido.
Isso decide o que o juízo vai deferir ou indeferir amanhã de manhã, e não tem nada a ver com formatação.
## [18:16] PAUSA · Respiro antes da oferta
> cinco segundos de silêncio com o rosto parado, sem legenda, sem trilha. É o beat que separa a demonstração da oferta
## [18:21] ROSTO · O contorno e o curso
> o botão de compra aparece no primeiro segundo deste bloco e fica visível até o fim do vídeo
Antes de eu te falar do curso, eu preciso ser muito clara sobre uma coisa, porque **eu não vendo gato por lebre**.
**Eu não vou corrigir a sua peça.** Isso aqui não é mentoria, não tem análise individual do seu processo, não tem ninguém aqui lendo o que você protocolou. O que tem são mais de quarenta aulas em que eu abro peça na tela e faço com elas exatamente o que eu acabei de fazer com essas duas, e é você que vai aplicar isso na sua. **Eu te ensino a pescar, eu não te dou o peixe.** Tem vinte e cinco anos que eu faço isso, e é assim que se constrói advogado bom.
O curso se chama **Peças Cíveis Perfeitas**. São 43 aulas, quase nove horas, certificado de dezoito horas-aula.
Mais de vinte dessas aulas são análise de peça, que é o que você viu aqui em pequeno. A gente vai da petição inicial encaixe por encaixe, passa por contestação, reconvenção, réplica, alegações finais, liquidação, cumprimento de sentença, impugnação, apelação, agravo de instrumento e embargos de declaração.
E tem um bloco inteiro que quase nenhum curso de redação cobre, que é o das peças que aparecem pouco e travam você com prazo correndo:
- chamamento de feito à ordem
- retratação
- nulidade de citação por edital
- juntada de mídia digital
- incidente de desconsideração da personalidade jurídica
- agravo interno, com minuta e contraminuta
Me responde com honestidade, que aqui ninguém está te ouvindo. **Você faz um chamamento de feito à ordem agora, sem pesquisar do zero, com prazo correndo?** E uma nulidade de citação por edital? Essas peças aparecem uma vez a cada dois anos e chegam sempre no pior dia possível, e é nesse dia que o advogado descobre que nunca fez uma.
## [20:25] TELA · O que vem junto
> módulo de bônus da área de membros, rolando os arquivos
Fora as aulas, são **dezessete entregáveis**, e eu não vou ficar recitando lista para você. Olha na tela.
> card com os dez fluxogramas lado a lado, nomes legíveis, 6 segundos parados
São **dez fluxogramas**, um para cada peça, mais o dos trâmites, que é o procedimento inteiro numa página só. Tem o livro digital de 56 páginas, artigo por artigo. Tem infográfico, mapa mental, roteiro de estudo e os **modelos de peça em formato editável**, para você abrir e escrever por cima.
Deixa eu abrir um aqui para você ver o que é.
> fluxograma da petição inicial em tela cheia, cursor percorrendo os campos
Esse é o da inicial. Estão ali os oito encaixes na ordem, o que entra dentro de cada um e o artigo que manda em cada um deles. **Você não precisa ter assistido aula nenhuma para usar isso amanhã de manhã.**
> abrir o fluxograma da contestação ao lado, os dois juntos na tela
E esse é o da contestação, que é a peça que a gente acabou de abrir. Repara bem. O mesmo desenho, os mesmos oito encaixes, e dentro deles o conteúdo que muda. Aqui, ó, no encaixe das preliminares está escrito o que eu te falei há cinco minutos, com o artigo 337 do lado. **Se você tivesse esse papel aberto na semana passada, aquela preliminar teria saído com a consequência escrita.**
É isso que eu quero dizer quando eu falo que **o esqueleto é transversal**. Você aprende o osso uma vez e usa nas onze peças do livro, e depois nas peças que ainda vão aparecer na sua vida.
## [22:00] ROSTO · A conta, feita devagar
O Peças Cíveis Perfeitas está na Hotmart por **697 reais**. Quem chega na página do curso por fora e compra hoje paga esse valor, e vai continuar pagando. Você pode abrir outra aba e conferir agora, eu espero.
Você não chegou por fora. Você chegou por esse vídeo, sentou comigo esse tempo todo e viu duas peças serem abertas e dissecadas linha por linha aqui na tela. Por isso o seu preço é **397 reais**. São trezentos reais abaixo do preço de plataforma.
> legenda: 697 riscado virando 397
**Aqui não tem lote, não tem relógio correndo e não tem preço sumindo à meia-noite.** É a condição de quem veio por esse vídeo, simples assim.
Agora faz a conta comigo, que é conta de advogado, e eu vou fazer devagar de propósito.
São 397 reais uma vez na vida, com acesso ao curso e a todo o material. Divide por doze meses e dá **trinta e três reais por mês**, que é menos do que você gasta de café no fórum em uma semana.
Agora faz a conta que interessa, que é a conta por peça. Se você escreve uma peça por semana, são cinquenta e duas peças por ano. Trezentos e noventa e sete dividido por cinquenta e duas dá **sete reais e sessenta e três centavos por peça**. No segundo ano cai pela metade, no terceiro cai de novo, e você vai continuar escrevendo peça pelo resto da sua carreira.
Sete reais e sessenta e três centavos para saber onde a informação vai dentro da peça que você está escrevendo agora. **Pensa comigo. Quanto custou, em honorário e em retrabalho, aquele processo em que a sua tese não foi enfrentada?**
## [23:54] ROSTO · A garantia, trabalhada
> plano mais fechado, sem trilha
Agora o risco, que é meu e não é seu.
Você tem **21 dias de garantia**. O artigo 49 do Código de Defesa do Consumidor me obriga a te dar sete. **Eu te dou três vezes isso**, e eu vou te explicar por que esse número é vinte e um, porque garantia jogada no fim do vídeo não vale nada.
Vinte e um dias é **o tempo de você escrever três peças**. É isso que eu quero que você faça, e eu vou até te dizer a ordem.
No primeiro dia, você entra, baixa o fluxograma da peça que está no seu prazo mais curto e escreve com ele aberto do lado. Só isso, **sem assistir aula nenhuma**.
Na primeira semana, você assiste a aula de análise daquela mesma peça e volta no que você escreveu no dia um. **Você vai achar coisa.** Todo mundo acha.
Até o dia vinte e um, você já escreveu mais duas peças com o esqueleto e já sabe se isso mudou alguma coisa no seu jeito de trabalhar.
Se não mudou, você pede o dinheiro de volta e **eu devolvo inteiro**, sem eu te perguntar por quê e sem ninguém te ligar para tentar te convencer do contrário. Você fica com o que aprendeu escrevendo aquelas três peças, que aí já é seu.
O botão está aí embaixo, ó. **Vinte e um dias de risco meu, contra o resto da sua carreira escrevendo do jeito que você já viu que não chega.**
## [25:37] ROSTO · As sete coisas que você está pensando
> corte de respiro entre cada objeção, com micro-reset de enquadramento
Eu prometi as sete no começo do vídeo. Vamos a elas, na ordem em que elas chegam na minha caixinha.
**"Vanna, eu já sei escrever peça, eu tenho oito anos de OAB."** Eu sei que você sabe. Eu não estou discutindo a sua competência técnica em momento nenhum, e você reparou que nas duas peças que eu abri **o mérito estava certo**. Eu estou discutindo o destinatário. Você acertou o esforço e errou o leitor, e isso não tem nada a ver com tempo de estrada. Tem a ver com o mapa que te deram na faculdade.
**"Isso é curso para estagiário."** Estagiário faz nulidade de citação por edital? Estagiário escreve a consequência certa de uma preliminar peremptória? Estagiário monta contraminuta de agravo interno? Esse bloco existe no curso justamente porque essas peças não aparecem na faculdade nem no escritório. **Elas aparecem no pior dia possível, com prazo correndo.**
**"Eu vou aprender na prática mesmo."** Você está fazendo isso hoje, e faz anos que você está fazendo isso. Prática sem ninguém te apontando o erro não corrige o erro, ela repete o mesmo erro com mais firmeza e mais velocidade. **Acorda, Alice.** Decisão não vem com comentário na margem.
**"397 é caro para um curso gravado."** Caro comparado com o quê? Com a hora do seu trabalho, com o valor da causa que você perdeu, ou com aquele outro curso de 47 reais que era um PDF? **Cliente que escolhe pelo preço leva sabor advogado**, e você sabe muito bem o que isso quer dizer. São sete reais e sessenta e três por peça no primeiro ano, e depois disso sai de graça.
**"Eu não tenho tempo de assistir quarenta e três aulas."** **Não precisa**, e essa é a resposta mais honesta que eu tenho para te dar. Abre o fluxograma da peça que você tem que protocolar e escreve com ele do lado. A aplicação vem antes de você terminar o curso, e as aulas você assiste no ritmo que der, na fila do banco, no intervalo da audiência.
**"Eu já comprei curso na internet e nunca assisti."** Eu sei, meu amor, e a culpa não é toda sua, porque você comprou aula, e aula sozinha não entra na rotina de ninguém. Aqui a porta de entrada é **um papel de uma página que resolve a peça de amanhã**. Ferramenta você usa. E se mesmo assim não usar, você tem vinte e um dias para pedir o seu dinheiro de volta.
**"O esqueleto é só organizar a peça."** Essa eu já respondi com duas peças abertas na tela, e é a única das sete que eu não respondo de novo. **Volta o vídeo em treze minutos e assiste aquela contestação outra vez.**
## [28:44] TELA · As duas caixinhas do checkout
> tela do checkout com os dois order bumps destacados
Na hora do pagamento vão aparecer duas caixinhas, e eu quero te explicar as duas antes que você marque no escuro.
A primeira é o **Corretor de Peças PRO, por 67 reais**. É a inteligência artificial que eu treinei para **corrigir** peça, e eu falei corrigir, não escrever. Você cola a sua peça lá e ele te devolve o que está fora do lugar na forma e na técnica. Aqui em casa o ChatGPT tem nome, ele se chama **Jorge**, e ele trabalha para mim, só que **ele não advoga por mim**. O meu corretor foi treinado para nunca inventar jurisprudência, súmula, artigo ou doutrina, que é o problema de quem terceiriza a peça para o robô. Isso resolve exatamente o medo de assistir o curso inteiro e continuar na dúvida sobre a sua peça.
A segunda é o **Expansão CPC, por 47 reais por mês**. E olha, isso não tem a ver com o CPC mudar, lei nova quase não pega no dia a dia. **O que muda é o caso.** É a jurisprudência que vira, é a tese nova que aparece, é a ferramenta de inteligência artificial que mudou de novo esse mês. É lá que a gente conversa sobre o caso que você nunca viu antes, e você cancela quando quiser.
## [30:13] ROSTO · Fechamento
> plano fechado, sem trilha, sem corte nos últimos vinte segundos
Eu vou te devolver a pergunta do começo antes de você fechar esse vídeo.
**Quando foi a última vez que alguém leu uma peça sua e te disse o que estava errado nela?**
Se a resposta for a faculdade, presta atenção no que você está prestes a fazer. Você já viu isso duas vezes agora. Da primeira você fechou o vídeo e escreveu a peça seguinte do mesmo jeito, e tudo bem, porque naquele dia era só uma suspeita.
**Hoje não é mais.** Hoje você viu o fato sem impugnação passar aqui na tela, viu a preliminar sem consequência, viu a tese escondida atrás da citação de doutrina na página seis. **Você não vai conseguir desver isso.**
Então a partir daqui você tem dois caminhos, e os dois são uma escolha sua.
No primeiro, você fecha esse vídeo e amanhã escreve a peça de amanhã com o mesmo modelo salvo de sempre, agora com um agravante: **você sabe que tem alguma coisa errada ali e continua sem saber o quê**. Daqui a um ano a gente se encontra de novo, você com mais cinquenta peças protocoladas, nenhuma delas comentada por ninguém, e a mesma pergunta atravessada na garganta toda vez que sai uma decisão que não enfrenta a sua tese.
No segundo, você clica no botão aqui embaixo, garante o Peças Cíveis Perfeitas por **397 reais com 21 dias de garantia**, e amanhã de manhã você abre o fluxograma da peça que está no seu prazo e escreve com o esqueleto do lado.
Somos **um milhão e quatrocentos mil advogados** nesse país. Na hora em que o cliente escolhe entre você e o do escritório da esquina, ele não tem como avaliar a técnica de nenhum dos dois, então ele escolhe pela conversa. Quem avalia a sua técnica é quem lê a sua peça, e a peça é o único lugar onde você aparece inteiro, sozinho, sem intermediário e sem ninguém para te apresentar. **Se ela não é lida, você não existe naquele processo.**
Vai lá no botão. **Te vejo na aula um.**
Roteiro VSL longa v2 · @claudinho · MSE · retargeting e recuperação · peças de demonstração construídas · sem prova social, sem promessa de resultado processual, sem escassez fabricada, sem "Método PEÇA"